Covid no início de março de 2021: mais de 1700 mortes em um dia.

Eu sempre fui inconformado com o número de desaparecidos diários no Brasil. E também inconformado com UMA pessoa passando fome: acho que é obrigação do Estado não deixar que qualquer um de seus cidadãos passem fome, por isso usei a manchete da busca por comida como capa deste pequeno artigo e mais para a frente no texto, você vai entender a ligação entre fome e covid.

Em 2020, segundo a EBC, foram mais de 79.000 pessoas. Se quiser ver a notícia original, clique aqui.

É bizarro: em uma conta simples tivemos 219 pessoas desaparecidas por dia! Eu sempre pensei “por que as autoridades não lançam uma camapanha para descobrir o destino dessas pessoas?” E as famílias? Como viver sem saber se seu ente querido foi absduzido, morto, escravizado ou sabe-se-lá o que?

Então temos, hoje, em 03 de março de 2021 mais de 1700 pessoas mortas em decorrência da Covid em um único dia!

Que a mídia esteja exagerando, como afirmam alguns: cortemos pela metade, mesmo assim teremos 750 pessoas mortas em um dia.

E se a mídia não souber que morrem mais ainda? Então teríamos, talvez,  mais de 2000 pessoas mortas em um dia?

Sob qualquer cenário, é absurdo. Mas o mais absurdo é a desunião de nossas autoridades, a incompetência de nossos representantes eleitos em se unirem e construírem uma política única de redução dessa hecatombe: não é o momento de acusações, não é o momento do ex-presidente Lula acusar o atual presidente Bolsonaro. Não é o momento de ser de esquerda ou de direita.

É o momento de salvar nosso povo: nossos pais, filhos, irmãos, vizinhos.

Precisamos de união para sair desta situação e não de guerras políticas internas: depois, políticos e assessores, vocês voltarão às suas contendas particulares em torno de seus interesses. Mas agora o momento é de salvar a vida de milhares de Brasileiros.

Ficamos nós, o povo, discutindo uns com os outros sobre a atitude do governante A ou do Governante B. A tática do sistema é sempre a mesma: “dividir para conquistar”. Assim, ficamos divididos e ao invés de pressionarmos todos aqueles que foram por nós eleitos a abaixarem as cabeças, apertarem as mãos e fazerem um pacto em nome do Brasil ficamos chamando-nos de Bolsominions e Lulistas.

Paremos tudo o que estamos fazendo e vamos pressionar quem votamos a se concentrar em salvar o Brasil com União Política e Social.

Paremos de brigar entre nós, o povo, e vamos todos, de esquerda e de direita, pressionar os governantes, os legisladores e todos aqueles que detém algum poder político-administrativo a se unirem e salvarem o Brasil.

Se você é do povo e “é de esquerda”, tenho certeza de que queres trabalhar honestamente e poderes sair de casa com a certeza de que não irás contrair covid. Se você é do povo e “de direita”, tenho certeza que desejas a mesma coisa!

Somos Brasileiros: queremos honestidade, queremos o fim da corrupção, queremos líderes de verdade que se preocupem conosco e não apenas com seus interesses particulares ou partidários.

Para quem está, neste momento, se  afogando com líquidos produzidos pelo próprio pulmão, sem uma UTI ou sem um respirador para lhe salvar a vida, tanto faz se o equipamento que possa chegar para lhe salvar venha da “esquerda” ou da “direita”.

E se um povo tem os líderes que merece, como sempre ouço dizerem, vamos obrigar nossos líderes, através da pressão democrática, a serem os líderes que nós merecemos: trabalhadores, honestos e unidos, pois nós, o povo, por mais que tentem nos calar ou colocar palavras em nossas bocas, não somos corruptos, desunidos e sem preocupação com o próximo: temos milhares de exemplos em nossas famílias, em nossos vizinhos, em nossos amigos, de doação de amor, trabalho e até bens para com quem precisa.

Nós ainda não temos os líderes que merecemos, pois nós somos melhores que eles. Precisamos nos unir e provar isso.

E sobre a ligação entre fome e Covid, proposta logo no início do artigo?

Ora, amigos, hoje fala-se em lockdown. Em Pernambuco, onde moro atualmente, o governador Paulo Câmara determinou o fechamento das atividades não essenciais a partir das 20:00hs.

Então, depreende-se que se você está em um restaurante com seus amigos desde às 18:00 hs, pode ficar até as 19:50hs, na mesa, sem máscara, porque o vírus só se manifesta após as 20:00hs.

Isso é ridículo. Vai-se conseguir com isso a eliminação de postos de trabalho, pois o faturamento das empresas vai cair.

Vai cair a arrecadação de tributos e com isso o Estado terá menos condições de investir no combate à doença.

Devemos negar a covid e sair para a rua trabalhar, morra quem adoecer? Não: por isso precisamos de União, por isso precisamos que políticos e cientistas se sentem à mesa e abram as cartas. Eles precisam se unir para decidir, por nós (não os elegemos para isso?) quais são os melhores caminhos a se tomar.

E eu tenho certeza que evitar que um restaurante fique aberto das 20:00hs às 23:00hs (horário que normalmente ele fecharia, aqui em PE) não vai conter a Covid, vai apenas conter o faturamento do pequeno empreendedor e comprometer os salários e empregos dos seus funcionários.

E então, teremos mais pessoas passando fome.

E não nos esqueçamos: se você é um agente público, concursado ou não, também vai ter sua renda comprometida quando o Estado não tiver recolhimento suficiente para pagar suas folhas de pagamento.

Passaremos, então, fome juntos. Por isso tudo, é melhor nos unirmos antes que o pior aconteça: a falência, a fome e as mortes generalizadas.

Pressione quem você votou: ligue, mande e-mails, grite pela janela. escreva um post na sua mídia social pedindo união. Em nosso nome, em nome do povo Brasileiro.

Em nome de nosso futuro.

Tom Prates

Devo meu caráter e espírito de União a meus pais, José e Neci, os quais me foram dados por Deus como um presente. Minha educação formal começa em Escolas Estaduais de Guarulhos, São Paulo e se aprimora através do Instituto Dom Bosco (sétima e oitava séries, de antigamente); Espcex (Ensimo Médio Militar), Instituto Mackenzie (graduação em Direito, mas por apenas três anos); USP (graduação completa em Publicidade e Propaganda); Unesa (graduação completa em Contabilidade); ESUDA (MBA em Planejamento Tributário), Estácio (MBA em Desenvolvimento Sustentável) e, atualmente, Unifg (em um retorno ao Curso de Direito, a fim de fechar um ciclo de conhecimentos). Fui servidor público concursado por 15 anos e ocupei cargos de Chefia e Diretoria. Sai do serviço público por opção e criei pequenas empresas a partir do zero, com sucessos e insucessos. Minha formação e experiências profissionais variadas me proporcionaram uma visão holística dos processos das organizações público e privadas. Sou capaz de transitar em qualquer ambiente organizacional com segurança e gerir situações de crise com altas taxas de sucesso. Em qualquer trabalho por mim desenvolvido, coloco em primeiro lugar as pessoas, pois creio que pessoas satisfeitas com seu local de trabalho têm uma vida mais completa, sendo altamente produtivas, criativas e responsáveis. Quando obtém a sensação de "pertencimento" real a uma organização cuja finalidade seja maior que apenas a obtenção de lucro, mas a criação de um mundo melhor para todos nós, vemos os reflexcos postivos de tais políticas dentro e fora das organizações. São valores que transbordam para as famílias e para as comunidades. Eu quero salvar o mundo, ou pelo menos torná-lo um lugar melhor.