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Financiamento de projetos no Nordeste – Introdução

Todos temos projetos, usualmente um empreendedor tem muitos mais projetos que a maioria dos profissionais que optam pelo auto encaminhamento dentro de um sentido único em determinado mister.

Explico melhor: um médico, usualmente, faz sua graduação, sua residência, suas dezenas de especializações em um único sentido como, por exemplo, neurologista.

Então ele se torna um dos melhores neurologistas, se não o melhor, de sua região.

E assim poderíamos estender o exemplo a inúmeras profissões e carreiras.

Mas o empreendedor “raiz”, por assim dizer, ele normalmente é multifocal: se médico, ele investe seu tempo no estudo técnico da medicina, mas também está preocupado com administração, marketing, redes e outros caminhos que o levem a desenvolver diversos projetos, como, por exemplo, uma rede de clínicas especializadas, hospitais, um novo sistema de seguro-saúde, uma rede de seguridade social e por aí vai.

Não há um melhor caminho entre essas opções (o multifocal e monofocal): a humanidade precisa – e muito – de ambos os perfis.

E ambos os caminhos têm suas vantagens e desvantagens, como tudo na vida.

Uma das desvantagens da opção multifocal da maioria dos empreendedores é ter “tanta coisa na cabeça” (usando de um jargão popular) que acaba por não ter tempo para pesquisas mais profundas, investigação de mercado e planejamento: o velho e bom planejamento.

E aí falamos desde o planejamento estratégico até o planejamento de ações. Infelizmente, vemos em muitos empreendimentos a ausência do cuidado nas velhas lições do PDCA (plan, do, check, act).

E, meu caro leitor, perdemos inúmeras oportunidades por não planejar com mais calma. E perder oportunidades significa, para o empreendedor, perder dinheiro, perder tempo, perder minutos, horas, dias, semanas, meses e anos de sua vida.

Não planejar pode sair muito mais caro do que se pensa.

Já vi diversos casos de microempreendedores individuais que “abrem” seus cnpjs sem a mínima análise do que aquela atitude significa, sem se preocupar com encargos legais (as obrigações tributárias principais e acessórias, por exemplo) que apesar de mínimos podem vir a se tornar uma bola de neve.

A grande maioria não sabe, por exemplo, que o MEI não tem “separação jurídica” entre seus bens e os bens da empresa: assim, assumem financiamentos sem usufruírem da proteção aos bens pessoais, necessidade fundamental para arriscar e empreender dentro de um sistema capitalista.

E por aí vai.

Hoje eu não trabalho mais com microempresas: infelizmente vi na prática que a maioria simplesmente não consegue enxergar o planejamento como investimento e olham o trabalho de consultoria como um ônus desnecessário. Quando enxergam “mais-valia” naquele trabalho, querem negociar em níveis monetários tão baixos que – se aceitos pelo consultor – vão gerar um trabalho de péssima qualidade oferecido (pois o consultor precisará de ter inúmeros clientes para se sustentar) e massificado, com o “sistema de criação ctrl C + ctrl V” dominando todas as “ações planejadas”.

“-Mas, Tom – poderá você me indagar – há pequenos que têm a visão do valor do planejamento como investimento.”

A estes pequenos, exclusivamente, recomendo o SEBRAE: dessa maneira os pequenos que têm uma visão de longo prazo receberão a devida assistência por um órgão subsidiado pelo Estado, o que lhe propicia condições de dar um tratamento quase diferenciado a quem precisa e QUER se profissionalizar.

Voltando ao planejamento, para qualquer projeto haverá sempre a necessidade de um financiamento. Este financiamento poder ser a partir do capital próprio ou através de capital obtido junto a bancos, fundos de investimento, investidores individuais, dentre outros.

Usualmente, as empresas se vêem ligadas umbilicalmente ao Banco que mantêm a maioria de suas operações, usualmente um dos quatro ou cinco bancos privados que dominam o mercado Brasileiro.

Neste diapasão, sem planejamento, acaba-se – muitas vezes – por se contratar linhas de crédito as quais não correspondem às necessidades reais da organização, quer seja em termos de percentual de financiamento, quer seja em carência para início dos pagamentos, quer seja em taxas de juros, dentre diversas outras variáveis.

Nesse sentido e inspirado pela combinação de dois estudos que desenvolvi em minhas MBA [sou MBA em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável pela UNESA (RJ) e MBA em Gestão Tributária pela ESUDA (PE)], vou compartilhar com você, amigo leitor, o meu conhecimento sobre algumas linhas de crédito bem interessantes, as quais são desconhecidas daqueles que insistem e não fazer o planejamento estratégico de maneira adequada.

Vou começar por linhas de financiamento que premiam o Nordeste, tendo como tema as linhas de crédito do pouco divulgado BNB, afinal de contas o Nordeste é meu principal campo de trabalho atualmente.

No próximo artigo, que você pode acessar clicando aqui, vou falar sobre uma linha voltada para investimentos em Turismo, atividade que, no Nordeste Brasileiro, descobri ser desprestigiada tanto por governos locais quanto por grandes organizações especializadas de maneira inversamente proporcional à capacidade de geração de lucros que ela pode proporcionar.

 

Tom Prates

 

Jaboatão dos Guararapes, aos 19/01/2021

Por Tom Prates

Devo meu caráter e espírito de União a meus pais, José e Neci, os quais me foram dados por Deus como um presente. Minha educação formal começa em Escolas Estaduais de Guarulhos, São Paulo e se aprimora através do Instituto Dom Bosco (sétima e oitava séries, de antigamente); Espcex (Ensimo Médio Militar), Instituto Mackenzie (graduação em Direito, mas por apenas três anos); USP (graduação completa em Publicidade e Propaganda); Unesa (graduação completa em Contabilidade); ESUDA (MBA em Planejamento Tributário), Estácio (MBA em Desenvolvimento Sustentável) e, atualmente, Unifg (em um retorno ao Curso de Direito, a fim de fechar um ciclo de conhecimentos). Fui servidor público concursado por 15 anos e ocupei cargos de Chefia e Diretoria. Sai do serviço público por opção e criei pequenas empresas a partir do zero, com sucessos e insucessos. Minha formação e experiências profissionais variadas me proporcionaram uma visão holística dos processos das organizações público e privadas.
Sou capaz de transitar em qualquer ambiente organizacional com segurança e gerir situações de crise com altas taxas de sucesso. Em qualquer trabalho por mim desenvolvido, coloco em primeiro lugar as pessoas, pois creio que pessoas satisfeitas com seu local de trabalho têm uma vida mais completa, sendo altamente produtivas, criativas e responsáveis. Quando obtém a sensação de "pertencimento" real a uma organização cuja finalidade seja maior que apenas a obtenção de lucro, mas a criação de um mundo melhor para todos nós, vemos os reflexcos postivos de tais políticas dentro e fora das organizações. São valores que transbordam para as famílias e para as comunidades.
Eu quero salvar o mundo, ou pelo menos torná-lo um lugar melhor.