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Compliance Social

O simulacro da realidade anestesiada (ou o menino que fingia se afogar)

Baudrillard disse que para o ser humano viver em seu simulacro de realidade é necessário que a ele sejam fornecidas gotas de realidade, doses homeopáticas nas mídias de massa (mass medias) que permitam o indivíduo “saber” o que está acontecendo do outro lado do mundo ou na própria esquina de sua casa, mas sem ter o verdadeiro contato, que causa o sofrimento real.

Dessa maneira, o indivíduo apercebe-se da realidade, mas não a vive realmente. Ele sabe que o sofrimento é, na verdade, sempre alheio. Tais doses homeopáticas agem como uma vacina, a “letalidade diminuída” o deixa imune a quaisquer acontecimentos reais.

Vivemos, hoje, por conta do coronavirus, os efeitos menos esperados dessa vacinação: o indivíduo não consegue perceber a letalidade real e próxima apresentada no espetáculo midiático da pandemia, palavra, aliás, que batizou vários filmes e documentários anteriores, sendo em sua própria carga emocional como aquele algo terrível que mata milhões, mas – no final – há um salvação.

Mas há algum filme cujo final represente a realidade ou todos apresentam a visão idealizada de “tudo vai dar certo”?

Tal qual o menino que fingia se afogar e que um dia morreu por estar realmente se afogando – e ninguém o socorreu – nossa sociedade afoga-se em meio a um maremoto viral em um continente, mas os expectadores dos outros continentes parecem achar que só é fingimento.

E se não for? Quantos de nós terão que partir para que saíamos da passividade? Tenho a impressão que saberemos em breve, infelizmente.

Por Tom Prates

Devo meu caráter e espírito de União a meus pais, José e Neci, os quais me foram dados por Deus como um presente. Minha educação formal começa em Escolas Estaduais de Guarulhos, São Paulo e se aprimora através do Instituto Dom Bosco (sétima e oitava séries, de antigamente); Espcex (Ensimo Médio Militar), Instituto Mackenzie (graduação em Direito, mas por apenas três anos); USP (graduação completa em Publicidade e Propaganda); Unesa (graduação completa em Contabilidade); ESUDA (MBA em Planejamento Tributário), Estácio (MBA em Desenvolvimento Sustentável) e, atualmente, Unifg (em um retorno ao Curso de Direito, a fim de fechar um ciclo de conhecimentos). Fui servidor público concursado por 15 anos e ocupei cargos de Chefia e Diretoria. Sai do serviço público por opção e criei pequenas empresas a partir do zero, com sucessos e insucessos. Minha formação e experiências profissionais variadas me proporcionaram uma visão holística dos processos das organizações público e privadas.
Sou capaz de transitar em qualquer ambiente organizacional com segurança e gerir situações de crise com altas taxas de sucesso. Em qualquer trabalho por mim desenvolvido, coloco em primeiro lugar as pessoas, pois creio que pessoas satisfeitas com seu local de trabalho têm uma vida mais completa, sendo altamente produtivas, criativas e responsáveis. Quando obtém a sensação de "pertencimento" real a uma organização cuja finalidade seja maior que apenas a obtenção de lucro, mas a criação de um mundo melhor para todos nós, vemos os reflexcos postivos de tais políticas dentro e fora das organizações. São valores que transbordam para as famílias e para as comunidades.
Eu quero salvar o mundo, ou pelo menos torná-lo um lugar melhor.