Os mistérios de como investir na economia do turismo no Nordeste Brasileiro – parte 01.

Uma praia com piscinas naturais enormes, água límpida como no Caribe e muito limpa em seus arredores. Acesso fácil, estradas asfaltadas, infra-estruturas de suporte próximas e a menos de 1h de distância da capital de Pernambuco, Recife.
Um domingo, 14:00 hs, meses antes da antes da Pandemia: contei 20 pessoas na praia.
É inexplicável como Estados e Municípios carentes de emprego, saúde e iniciativas empresariais desperdiçam suas potencialidades: assim o é Pernambuco.
Sou Paulistano, da “Mooca, meu” como todos sabem e moro em Pernambuco há cinco anos.
É absurdo para quem veio de uma economia mega competitiva como a de São Paulo, Capital, Brás, chegar a um Estado onde, quase que literalmente, o “petróleo” de oportunidades “mina” do chão quando você faz uma escavação de poucos centímetros e ver – paradoxalmente – tantas oportunidades desperdiçadas!
Parece-me loucura, mas pode ser simplesmente falta de visão Estatal, falta de planejamento governamental, falta de Visão Empresarial, Falta de mecanismos de entrosamento social , entre outras ausências.
A praia citada no início do texto é Serrambi Sul, longe de condomínios verticais inflacionados (aqui em Pernambuco chamados “privés”, cuja conotação para o resto do país já destaquei que não é muito “didática”).


Neste local, Serrambi, há 200 m da praia, você compra um terreno de 450 metros quadrados, plano, pronto para construir, por R$ 80.000,00. Preços antes da Pandemia, hoje devem cair.

Um projeto que abarque dois terrenos nos dá uma área de 900m², a qual pode ser muito bem trabalhada em um projeto de pousada de alto nível: investimento baixo, valorização do local, empregos para a população e – se o investidor tiver um programa de compliance social – oportunidade para estender serviços, valores culturais, educação e pertencimento à população local, “oportunamente” desamparada pela atividade Estatal por motivos que desconheço.
Com uma insolação anual de 90%, temperaturas médias anuais de 36 graus, o local nos dá a base perfeita para investimentos com ocupação de 90%, em média.
Quando me formei em publicidade na USP, fiz duas optativas em turismo: os professores eram unânimes em afirmar na falta de infra-estrutura do Nordeste e na ausência de projetos que privilegiassem o Turismo de Qualidade, a Qualidade de Vida dos moradores locais e o Desenvolvimento Sustentável.
Mas uma coisa é você olhar em fotos e textos: outra é estar presente, ao vivo.
Quando me formei em Contabilidade pela Estácio, fiz um pequeno estudo sobre a contabilização patrimonial em alguns pontos do Estado de Pernambuco: simplesmente não se têm noção dos valores dos Ativos que a região detém! Quando calculamos o valor histórico, turístico e adicionamos a questão de sustentabilidade temos (literalmente) um terreno absurdamente fértil para investimentos turísticos de pequeno, médio e grande porte em inúmeros municípios Pernambucanos, sejam litorâneos ou não.
Limoeiro, a 77 km da capital Recife, tem um potencial arrasador para a instalação de Parques Aquáticos (como o Wet in Wild, de São Paulo) e muita mão de obra disponível.
Hoje, no meu MBA em Desenvolvimento sustentável, estou a pesquisar justamente os caminhos que eventuais investidores precisam percorrer para (talvez) chegar a uma fonte de financiamentos que valha à pena.
Também contemplarei o caminho inverso, em meu TCC de Planejamento tributário: tentando entender o que afasta os investidores de grande porte das oportunidades existentes: miopia empresarial ou algo a mais?
Para tanto, estou tentando o contato com BNDS (cuja parte de divulgação em seu website, sobre “como se investe maravilhosamente no Brasil” parece uma piada ou um paradoxo: se mais de 90% das empresas do Brasil são pequenas e médias, como o BNDS nos dispõe “linhas de crédito” para investimentos turísticos no Brasil a partir de R$ 10 MILHÕES de reais?
É estar totalmente desplugado da realidade local.
Mais: por que os caminhos dos financiamentos do BNDS passam pelas grandes instituições financeiras? Ora, se sou um banco, por que vou emprestar dinheiro do BNDS a um correntista, a juros minúsculos, prazos longos e carência de mais de 12 meses para se INICIAR O PAGAMENTO (o que é óbvio: é impossível, a menos que o seu empreendorismo seja agiotagem, que você tenha um “ponto de virada” e passe a ter lucro com o dinheiro emprestado em um prazo de trinta dias!) SE, eu, Banco, posso emprestar o dinheiro de MINHAS linhas de crédito, com MEUS juros alto e com o “Empreendebobo” pagando a primeira parcela do empréstimo apenas trinta dias depois de recebê-lo?
Vou pesquisar o Banco do Nordeste, vou pesquisar o que sobrou da SUDENE (aliás, existe alguma explicação factível para que a antiga sede da Sudene, ao lado da UFPE, um verdadeiro “prédio-palácio”, digno da Avenida Juscelino em São Paulo, estar abandonado há muitos e muitos anos?)
Vou pesquisar e pretendo criar um manual – ou descobrir que é impossível criá-lo – que sirva de mapa para os pequenos, médios e grandes investidores (não investibobos) que desejam alavancar seus lucros ao mesmo tempo em mudam a realidade – para melhor – de milhares de Brasileiros que estão ali, sobrevivendo a duras penas, esperando uma ação efetiva de quem, como nós, teve a oportunidade de estudar e enxergar um pouquinho mais adiante.
Agradeço eventuais contatos de quem se interesse pelo assunto, no sentido de conseguirmos desatar nós burocráticos, estabelecer links, construir o tal “mapa” e até mesmo criar soluções sócio-político-econômicas a serem propostas para as Entidades Estatais e Paraestatais. Todas as colaborações científicas e práticas serão devidamente creditadas na bibliografia, podem ter certeza.
A solução de todos os problemas humanos passa pela união de esforços e respeito às diversidades, por isso agradeço antecipadamente a todos que puderem contribuir mesmo com pequenas gotas luz para o desenvolvimento deste estudo.

Tom Prates

Devo meu caráter e espírito de União a meus pais, José e Neci, os quais me foram dados por Deus como um presente. Minha educação formal começa em Escolas Estaduais de Guarulhos, São Paulo e se aprimora através do Instituto Dom Bosco (sétima e oitava séries, de antigamente); Espcex (Ensimo Médio Militar), Instituto Mackenzie (graduação em Direito, mas por apenas três anos); USP (graduação completa em Publicidade e Propaganda); Unesa (graduação completa em Contabilidade); ESUDA (MBA em Planejamento Tributário), Estácio (MBA em Desenvolvimento Sustentável) e, atualmente, Unifg (em um retorno ao Curso de Direito, a fim de fechar um ciclo de conhecimentos). Fui servidor público concursado por 15 anos e ocupei cargos de Chefia e Diretoria. Sai do serviço público por opção e criei pequenas empresas a partir do zero, com sucessos e insucessos. Minha formação e experiências profissionais variadas me proporcionaram uma visão holística dos processos das organizações público e privadas. Sou capaz de transitar em qualquer ambiente organizacional com segurança e gerir situações de crise com altas taxas de sucesso. Em qualquer trabalho por mim desenvolvido, coloco em primeiro lugar as pessoas, pois creio que pessoas satisfeitas com seu local de trabalho têm uma vida mais completa, sendo altamente produtivas, criativas e responsáveis. Quando obtém a sensação de "pertencimento" real a uma organização cuja finalidade seja maior que apenas a obtenção de lucro, mas a criação de um mundo melhor para todos nós, vemos os reflexcos postivos de tais políticas dentro e fora das organizações. São valores que transbordam para as famílias e para as comunidades. Eu quero salvar o mundo, ou pelo menos torná-lo um lugar melhor.